domingo, 13 de janeiro de 2013

SIMULADO AUXILIADORA 1





O 7 DE SETEMBRO E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL


Da redação, em São Paulo*

Estátua de dom Pedro 1º no centro do Rio
No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe regente dom Pedro, irritado com as exigências da corte, declarou oficialmente a separação política entre a colônia que governava e Portugal. Em outras palavras, ele proclamou a independência do Brasil.

Um mês depois, mais precisamente em 12 de outubro de 1822, dom Pedro foi aclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de dom Pedro 1º.

Resumidamente, a conquista da independência do nosso país poderia ser contada dessa forma, mas a história não é tão simples assim. Começa realmente com o enfraquecimento do sistema colonial e a chegada da corte portuguesa ao Brasil (1808) e só termina em 1824, com a adoção da primeira Constituição brasileira.

Os motivos da separação
Entre os séculos 18 e 19, cresceram no Brasil as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e a cobrança de altos impostos numa época de livre comércio.

Diversas revoltas - a exemplo da Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817 -, aliadas à 
Revolução Francesa e à independência dos Estados Unidos, provocaram o enfraquecimento do colonialismo e reforçaram o liberalismo comercial no Brasil. Em 1808, com a abertura dos portos, o Brasil passou a ter mais liberdade econômica e, com sua elevação à categoria de Reino Unido, deixou de ser, formalmente, uma colônia.

Em 1820, a burguesia portuguesa tentou resgatar sua supremacia comercial, promovendo a Revolução Liberal do Porto. No ano seguinte, o parlamento português obrigou dom João 6º a jurar lealdade à Constituição e a voltar para Portugal. Seu filho dom Pedro foi deixado no Brasil, na condição de príncipe regente, para conduzir uma eventual a separação política.

O rompimento
As pressões contra o controle de portugal cresceram na colônia, e a metrópole passou a exigir a volta de dom Pedro. O príncipe deu sua resposta a Portugal no dia 9 de janeiro de 1822 (dia do Fico), com a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, diga ao povo que fico".

Iniciou-se um esforço político por parte dos ministros e conselheiros de dom Pedro, pela permanência dos vínculos com Portugal, mantendo um pouco de autonomia para o Brasil. Queriam uma independência sem traumas, mas as críticas ao colonialismo ficaram insustentáveis. Dom Pedro, então, se viu pressionado a oficializar o rompimento.

Foi assim que, em 3 de junho de 1822, dom Pedro convocou a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil e, dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, justificando o rompimento com as cortes de Lisboa e garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal.

Em represália, os portugueses anularam a convocação da Assembléia Constituinte brasileira, enviaram tropas à colônia e exigiram o retorno imediato do príncipe regente a Portugal. No dia 7 de setembro de 1822, durante uma visita a São Paulo, nas proximidades do rio Ipiranga, dom Pedro recebeu uma carta com as exigências das cortes e reagiu proclamando a independência do Brasil. Bahia, Maranhão e Pará, que tinham juntas governantes de maioria portuguesa, só reconheceram a independência em meados do ano seguinte, depois de muitos conflitos entre a população e os soldados portugueses.

No início de 1823, houve eleições para a Assembléia Constituinte que elaboraria e aprovaria a Carta constitucional do império brasileiro, mas, em virtude de divergências com dom Pedro, a Assembléia logo foi fechada. A 1ª Constituição brasileira foi, então, elaborada pelo Conselho de Estado e outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824.

Com a Constituição em vigor, a separação entre a colônia e a metrópole foi finalmente concretizada. Mesmo assim, a independência só é reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil, por dom João 6º.

*Fonte: Almanaque Abril, Fovest e Enciclopédia da Folha



Brasil é 'encontrado' por Portugal


Flavio de Campos*

Especial para a Folha de S.Paulo
Segundo Marx, os grandes fatos da história se repetem. Na primei­ra vez, como tragédia; na segun­da, como farsa. É certo que, em tempos de consumo de novida­des, o ilustre filósofo alemão não goza mais do prestígio de outrora.

Ainda assim, suas palavras são oportunas para a análise de acontecimentos recentes.

Em abril deste ano, ocorreram as comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. A grande festa foi organizada na Ba­hia e contou com a presença dos presidentes do Brasil e de Portu­gal. O papa João Paulo 2º enviou telegrama de felicitações. As emissoras de TV de todo o mun­do noticiaram os festejos. Mas nem tudo saiu como o previsto.

Estudantes, sem-terra, ativistas do movimento negro e lideranças indígenas aproveitaram a ocasião para expressar suas críticas ao go­verno e à sociedade brasileira.

Defensora da ordem, a PM baia­na recebeu os manifestantes com bombas de gás, cassetetes e blo­queios nas principais estradas de acesso a Porto Seguro. O que se viu foi uma profusão de cenas de índios, negros e brancos espanca­ dos e presos pelos policiais.

Em meio à missa que relembra­ va a primeira de 500 anos atrás, um índio pataxó conseguiu fazer um discurso contundente: "Fo­ram 500 anos de sofrimento, mas­sacre, exclusão, preconceito, ex­ploração, extermínio de nossos parentes, aculturamento, estupro de nossas mulheres e de devasta­
ção de nossas terras, de nossas matas, que nos tomaram com a invasão". Uma verdadeira aula de história.

Por trás da formulação Desco­brimento do Brasil encobrem-se conceitos equivocados. Não há descobrimento, pela obviedade de que os nativos já conheciam es­sa terra. Mais grave ainda, não ha­via Brasil, e sim colônias portu­guesas na América.

Só a partir de 1774 as regiões de São José do Rio Negro, Grão-Pará e Maranhão passaram a fazer parte do então vice-reino do Brasil, com capital no Rio de Janeiro.

Melhor falar em conquista colo­nial, continuação da Reconquista ibérica, que inaugura uma cres­cente economia mundial assenta­da em trocas mercantis entre os continentes. E que funda também a história universal, ligando irre­versivelmente os destinos parti­culares de todos os povos a um
destino comum, num longo pro­cesso que resultará na montagem dos Estados nacionais, entre os quais o Brasil, e no surgimento do capitalismo.

Mesmo deslocada de seu con­texto original, vale lembrar uma outra célebre frase de Marx: "A tradição de todas as gerações mortas pesa sobre o cérebro dos vivos como um pesadelo".

Álgebra



X? Y? Entenda os cálculos com letras
Carlos Alberto Campagner*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Para representar os problemas da vida real em linguagem matemática, muitas vezes utilizamos letras que substituem incógnitas (os valores que você não conhece, e quer descobrir). É aí que entram os famosos x, y, etc. O ramo da matemática que utiliza símbolos (normalmente letras do nosso alfabeto latino e do grego) para a resolução de problemas é chamado álgebra.

As
equações são a aplicação mais conhecida dessa área da matemática.

Por exemplo, a área de um retângulo de base b e altura c é dada pela fórmula:

A = b . c

Esse conjunto de letras nada mais é que a representação de "fatos da vida real" por meio de números: a representa a área, b e c representam os lados do retângulo.

Essa fórmula vale para qualquer retângulo cuja área se deseja calcular.
Letras substituem valores iguais
Como você resolveria o seguinte cálculo?
3x  + 7x
Imagine que x represente um objeto, por exemplo, uma maçã. Então você faria:

"3 maçãs mais 7 maçãs"

Logicamente o resultado é "10 maçãs". Então:
3x  + 7x = 10x

O procedimento, como você viu, é simples: para somar números que acompanham incógnitas, basta somá-los, normalmente (desde que as incógnitas sejam iguais).

Agora suponha que x valha 17 maçãs. O resultado de nossa operação seria 170.

Problemas resolvidos pela álgebra
Vamos descobrir quanto medem os lados de um retângulo em que um lado é o dobro do outro e cujo perímetro é igual a 60.




Para começar, é necessário saber o que é perímetro - é a soma de todos os lados de uma figura geométrica.

Como um lado foi chamado de x, o outro - que é o dobro - será 2x.

Nesse caso, o perímetro pode ser escrito como a soma dos 4 lados:

P = x + x +2x + 2x

Logo:
P =6x

Como o perímetro deve ser igual a 60, o único número que multiplicado por 6 resulta 60 é o número 10, logo:

x = 10
Vimos, portanto, como utilizar letras para representar objetos e situações da vida real. no caso acima
a letra x representou o comprimento de um dos lados de um retângulo.

*Carlos Alberto Campagner é engenheiro mecânico, com mestrado em mecânica, professor de pós-graduação e consultor de informática.

Fração


Probabilidade e porcentagem
Antonio Rodrigues Neto*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
A fração foi construída para mostrar a relação entre a parte e o todo. A experiência mais conhecida é com o número fracionário, para resolver o problema de repartir ou dividir determinadas quantidades.

Para retomar essa importante idéia da matemática, vamos imaginar o clássico problema de dividirmos duas maçãs entre três crianças. Nessa situação, dividimos cada maçã em três partes iguais, dando um total de seis pedaços. Logo depois, dividimos esses seis pedaços em três partes, tendo como resultado dois pedaços para cada criança. Assim, a parte para cada criança fica sendo de dois pedaços, em um total de seis. Então, registramos que cada criança recebeu duas partes em seis. Numericamente, 2/6.

Esse importante conceito produziu o número fracionário - e pode ser aplicado em outras situações, como é o caso da probabilidade. Conhecida como ciência do acaso, o estudo da probabilidade motivou a investigação de vários problemas e experiências. O jogo é uma dessas experiências que causa bastante curiosidade e ajuda a entender com facilidade essa forma de investigar o mundo.

Em um único lançamento de um dado podemos obter face 1, face 2, face 3, face 4, face 5 ou face 6. No entanto, só é possível obter uma dessas faces como resposta. De todas as possibilidades que o dado oferece, o número de respostas para este caso será 1. A fração das respostas possíveis em relação ao total de possibilidades que são oferecidas nessa experiência será de 1 por 6, de 1 em 6, ou um sexto. Além disso, todas as faces terão a mesma chance, descritas pela mesma fração, se não houver nada de errado com o dado.

O conceito de fração é aplicado na probabilidade para indicar a relação entre a parte e o todo, registrando a quantidade de fatos ou eventos que são possíveis de acontecer diante de um determinado conjunto de possibilidades.
Outros exemplos
Podemos fazer também o lançamento, ao mesmo tempo, de duas moedas. Cada moeda possui duas faces, definidas como "cara" e "coroa". E como são duas, as respostas são analisadas em pares, tendo como possibilidades: (cara, cara) - (cara, coroa) - (coroa, cara) - e - (coroa, coroa).

Da forma como o problema está estruturado, a probabilidade de dar uma cara e uma coroa é de 2/4 ou, se você preferir, 1/2. Essa simplificação retoma o conceito de fração equivalente e possibilita reescrever a resposta na forma de porcentagem igual a 50%.

Explorando um pouco mais esse problema, num único lançamento de duas moedas, qual é a probabilidade de obtermos duas caras? A resposta será igual a 1/ 4 - ou 25%:

A porcentagem passa, assim, a ser um tipo de linguagem aplicada à probabilidade. É uma forma de falar ou registrar a chance de que um determinado fenômeno possa ocorrer.

Qual é a chance de obtermos três coroas em um único lançamento de três moedas? E de duas coroas?
·  Conjunto de possibilidades no lançamento de três moedas:
(cara, cara, cara), (cara, cara, coroa), (cara, coroa, cara), (coroa, cara, cara), (coroa, coroa, cara), (coroa, cara, coroa), (cara, coroa, coroa), (coroa, coroa, coroa)

Número de possibilidades de dar três coroas= 1
Número de possibilidades de dar duas coroas= 3
Número de possibilidade de dar duas caras= 3
Número de possibilidades de dar três caras= 1

A chance de obtermos três coroas é de 1/8, enquanto que, para duas coroas, é de 3/8. Percentualmente, escrevemos:

A probabilidade é uma relação entre a parte e o todo, concentrada no mundo das possibilidades. Representada por um número fracionário, podendo ser transformada em porcentagem, transformou-se em uma das ferramentas mais importantes para ciência no nosso século, permitindo descrever numericamente o que antes era simplesmente o acaso e a incerteza.
*Antonio Rodrigues Neto, professor de matemática no ensino fundamental e superior, é mestre em educação pela USP e autor do livro "Geometria e Estética: experiências com o jogo de xadrez" (Editora da UNESP).

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012 

Porcentagem e juros



Carlos Alberto Campagner*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


1) Porcentagem
 

  
2) Juros
  • Juros simples:

  • Juros compostos:

Figuras de pensamento




São recursos estilísticos para tornar nossa expressão mais contundente e provocar impacto no ouvinte ou leitor. Entretanto, o efeito que provocam origina-se mais das ideias que estão por trás das palavras do que por elas mesmas ou pela construção das frases. São também chamadas de figuras de imagística, pois têm o objetivo de apelar à imaginação do leitor (ou do nosso interlocutor).



1. Acumulação: o encadeamento de palavras ou expressões na frase é uma ocorrência normal nos discursos. Em dois casos, no entanto, a sequência pode criar efeito artístico:



1.1. Enumeração: quando os elementos encadeados não guardam entre si qualquer relação de ordem ou hierarquia:

Um mover de olhos, brando e piedoso,

Sem ver de quê; um riso brande e honesto,

Quase forçado; um doce e humilde gesto,

De qualquer alegria duvidoso;



Um desejo quieto e vergonhoso;

Um repouso gravíssimo e modesto;

Uma pura bondade, manifesto

Indício da alma, limpo e gracioso;




Um encolhido ousar; uma brandura;

Um medo sem ter culpa; um ar sereno;

Um longo e obediente sofrimento:

[...]

(Camões)



1.2. Gradação: quando há palavras ou expressões subordinadas a uma hierarquia:

E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê [...].

(Rui Barbosa)



2. Alusão: referência a obras literárias famosas, a personagens ficcionais notáveis, a vultos históricos, mitológicos ou bíblicos. Muitas vezes, a alusão não é feita diretamente a uma entidade legendária ou mitológica, porém a uma circunstância através da qual ela se celebrizou (por exemplo: leito de Procusto, espada de Dâmocles, etc.):

O próprio Deus da Guerra, desumano,

Não viveu de amor ileso;

Quis a Vênus e foi preso

Na rede que lhe armou o Deus Vulcano.

(Tomás Antônio Gonzaga)


3. Antítese: aproximação de ideias contrárias:

Ora galgando altura, ora caindo,

Ora na multidão, ora no ermo,

Alguns afirmam que é um talento lindo,

Outros que é um pobre e simples estafermo.

(Emílio de Menezes)


4. Correção (ou epanortose): retorno a uma palavra ou frase proferida, seja para corrigir a afirmação, seja para enfatizá-la ou atenuá-la:

...Perdão, mas este capítulo deveria ser precedido de outro, em que contasse um incidente, ocorrido poucas semanas antes, dois meses depois da partida de Sancha. Vou escrevê-lo. Podia antepô-lo a este, antes de mandar o livro para o prelo, mas custa muito alterar o número de páginas; vai assim mesmo, depois a narração seguirá direita até o fim. Demais, é curto.

(Machado de Assis, Dom Casmurro)


5. Dubitação: apresentação de uma dúvida através de uma falsa interrogação (falsa porque seja vaga ou contenha em si mesma a resposta):

Ah! mas então tudo será baldado?!

Tudo desfeito e tudo consumido?!

No ergástulo d'ergástulos perdido

Tanto desejo e sonho soluçado?!



Tudo se abismará desesperado,

Do desespero do Viver batido,

Na convulsão de um único Gemido

Nas entranhas da Terra concentrado?!

[...]

(Cruz e Sousa)



6. Eufemismo: enunciação atenuada de uma ideia, a fim de livrá-la do sentido desagradável, indecoroso ou grosseiro:

Quem passou pela vida em branca nuvem,

E em plácido repouso adormeceu;

Quem não sentiu o frio da desgraça,

Quem passou pela vida e não sofreu:

Foi espectro de homem, não foi homem,

Só passou pela vida, não viveu.

(Francisco Otaviano)



7. Imprecação: lançamento de ameaça, anátema ou esconjuro sobre alguém:

Maldita sejas pelo ideal perdido!

Pelo mal que fizestes sem querer!

Pelo amor que morreu sem ter nascido!

(Olavo Bilac)


8. Ironia: emprego de uma frase ou expressão em sentido diverso ou oposto daquele que seria o coerente ou lógico, produzindo um efeito de crítica ou zombaria:

Tudo acabava com os ladrões amarrados e conduzidos à vila mais próxima, às vezes com algumas costelas quebradas, mas que diabo! o lombo carece sofrer um bocadinho.

(Carlos Drummond de Andrade)



9. Paradoxo (ou oximoro): figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão que se deseja transmitir:

Ardor em firme coração nascido!

Pranto por belos olhos derramado!

Incêndio em mares de água disfarçado!

Rio de neve em fogo convertido!


(Gregório de Matos)


10. Preterição (ou paralipse): figura pela qual se finge não querer falar de coisas sobre as quais se está, indiretamente, falando:

E vede agora a minha modéstia: filiei-me na Ordem Terceira de ***, exerci ali alguns cargos, foi essa a fase mais brilhante da minha vida. Não obstante, calo-me, não digo nada, não conto os meus serviços, o que fiz aos pobres e aos enfermos, nem as recompensas que recebi, não digo absolutamente nada.

(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)


11. Prolepse (ou antecipação): recurso por meio do qual o escritor (ou o falante) se antecipa às iniciativas ou objeções alheias:

Hão de chorar por ela os cinamomos,

Murchando as flores ao tombar do dia.

Dos laranjais hão de cair os pomos,

Lembrando-se daquela que os colhia.



As estrelas dirão: "Ai, nada somos,

Pois ela se morreu silente e fria..."

[...]

(Alphonsus de Guimaraens)



Fonte

Figuras de estilo, José Geraldo Pires-de-Mello, Editora Rideel/Centro Universitário de Brasília - UniCEUB, 2ª edição, São Paulo, 2001.